O Atlético de Madrid chegou ao jogo com a urgência de conseguir três pontos para seguir na carreira pelo título de LaLiga, especialmente depois de um parou de seleções que deixou vários jogadores um pouco esgotados. No entanto, o empate 1-1 contra um Espanyol forte em casa fez com que os colchoneros se afastassem a seis pontos do líder, o FC Barcelona, embora com um partido mais jogado. Por sua vez, o Espanyol demonstrou uma notável melhoria sob a direção de Manolo González, conseguindo um ponto muito valioso na sua luta para se manter na categoria.
Alinhações iniciais
- Espanyol (4-4-2): Joan García; Omar El Hilali, Marash Kumbulla, Leandro Cabrera, Carlos Romero; Jofre Carreras, Urko González, Pol Lozano, Javi Puado (C); Alex Král, Roberto Fernández.
- Banquillo: Pacheco (P.s.), Fortuño (P.s.), Sergi Gómez, Calero, Tejero, Hinojo, Expósito, Aguado, Pere Milla, Antoniu, Cheddira, Veliz.
- Baixas: Gragera e Catalá (lesionados).
- Atlético de Madrid (5-2-3): Jan Oblak (C); Marcos Llorente, César Azpilicueta, Clément Lenglet, Robin Le Normand, Samuel Lino; Pablo Barrios, Conor Gallagher, Giuliano Simeone; Antoine Griezmann, Alexander Sorloth.
- Banquillo: Musso (P.s.), Gomis (P.s.), Molina, Giménez, Witsel, Galán, Reinildo, De Paul, Lemar, Riquelme, Julián Álvarez, Belaid.
- Baixas: Correa (sancionado).
Espanyol
- Disposição Tática: Manolo González apostou por 4-4-2 compacto, buscando solidez defensiva e saídas rápidas ao contra-golpe. O casal Puado-Roberto tentou aproveitar os espaços que deixava a defesa atlética, enquanto Král e Pol Lozano se encarregaram de fechar o centro do campo.
- Fase Ofensiva: O Espanyol teve um total de 8 tiros, mas só conseguiu que 1 fosse à porta, o que mostra o complicado que lhes resultou concretar suas oportunidades. O único gol do partido chegou de um penalti que Puado converteu no minuto 71, depois que Lenglet cometiera uma falta sobre Cabrera. Jofre e Puado foram os mais ativos no ataque, enquanto Carlos Romero brilhou com seu grande esforço físico no lateral esquerdo.
- Fase Defensiva: Os pericos mostraram grande intensidade, ganhando duelos (53% de sucesso) e pressionando alto para incomodar a saída de balão do Atlético. Kumbulla e Cabrera estiveram sólidos no eixo da zaga, embora tenham sofrido no gol de Azpilicueta por uma ação ao limite.
- Chave Tática: A entrada de Cheddira por Roberto no minuto 65 deu mais profundidade ao ataque, enquanto Aguado (minuto 75, por Urko) aportou controle no meio. O Espanyol aproveitou sua fortaleza em casa (sem perder desde outubro) para neutralizar o Atlético na segunda metade.
Atlético de Madrid
- Disposição Tática: Diego Simeone optou por 5-2-3 com três centrais (Azpilicueta, Lenglet, Le Normand), buscando solidez defensiva e projeção pelas bandas com Llorente e Lino. Giuliano Simeone, titular pela primeira vez após a parón, acompanhou Barrios e Gallagher no meio, enquanto Sorloth e Griezmann lideraram o ataque.
- Fase Ofensiva: O Atlético teve o controle do balão com 61% de posse e realizou 13 tiros, dos quais 2 foram à porta. O gol de Azpilicueta, que chegou no minuto 38, foi uma voléia impressionante, embora gerou controvérsia por um possível empurrão de Sorloth a Kumbulla na jogada anterior. Griezmann e Sorloth não estiveram em seu melhor momento, e a falta de profundidade no jogo ficou evidente após o descanso.
- Fase Defensiva: A linha de cinco defensores funcionou na primeira metade, mas se descompôs após o empate. Lenglet cometeu o penalti que deu o 1-1 ao Espanyol, e Le Normand sofreu com a velocidade de Puado. Samuel Lino teve problemas para conter Jofre pelo trilho direito.
- Chave Tática: Simeone realizou mudanças para buscar a vitória: Julián Álvarez entrou por Giuliano Simeone (minuto 70), trazendo mais mobilidade, e De Paul substituiu Barrios (minuto 78) para dar clareza na saída. No entanto, a equipe não conseguiu concretizar suas ocasiões no trecho final.
Alterações no Partido
- Espanyol:
- Minuto 65: Cheddira por Roberto Fernández (procurando mais presença na área).
- Minuto 75: Álvaro Aguado por Urko González (para ganhar controle no meio).
- Minuto 85: Pere Milla por Jofre Carreras (refrescar o ataque).
- Atlético de Madrid:
- Minuto 70: Julián Álvarez por Giuliano Simeone (mais mobilidade em ataque).
- Minuto 78: Rodrigo De Paul por Pablo Barrios (melhor saída de balão).
- Minuto 85: Reinildo por Samuel Lino (reforçar a defesa após o empate).
MVP do Encontro
César Azpilicueta Foi o MVP do partido. O veterano defensor do Atlético marcou um golaço de volea desde fora da área no minuto 38, abrindo o marcador, e mostrou um grande nível defensivo, ganhando duelos e cortando várias jogadas perigosas do Espanyol. Sua experiência foi chave em um partido de muito desgaste físico.
Polêmicas Arbitrais e do VAR
O partido, dirigido por Javier Alberola Rojas e com Trujillo Suárez no VAR, teve duas jogadas polêmicas que geraram controvérsia:
- Gol de Azpilicueta (0-1, minuto 38):
- DescriçãoAzpilicueta marcou com uma volea espetacular após um centro, mas o Espanyol reclamou uma falta prévia de Sorloth sobre Kumbulla no salto. As imagens mostram que Sorloth derrubou o centro perico com um contato ao limite, mas nem o árbitro nem o VAR intervieram.
- Repercussão: Manolo González protestou airadamente, e na retransmissão de Movistar+ observou-se que “a ação estava à beira da falta”. Iturralde González, analista arbitral em SER, opinou: “É uma jogada ao limite, mas o VAR deveria ter revisado o contato, porque Sorloth usa o corpo de forma antirreglamentaria”.
- Penalti No Pitado a Jofre (minuto 45+2):
- DescriçãoJofre Carreras pediu penalti após um possível derribo de Samuel Lino na área, mas Alberola Rojas deixou seguir e o VAR não interveio. As repetições mostram um contato leve, mas não suficiente para pitar penalti.
- Repercussão: A gradação do RCDE Stadium explodiu em protestos, e o Espanyol compartilhou imagens em redes sociais questionando a decisão. No entanto, Iturralde González apoiou a decisão: “Não há contato claro, Jofre busca o penalti”.
Declarações Post-Partido
- Diego Simeone“O empate foi justo. Não tivemos situações claras de gol, controlamos melhor no primeiro tempo, mas na segunda parte cometimos o penalti em uma jogada isolada. É um momento complicado, mas há que continuar trabalhando. Agora pensamos na Copa ante o Barcelona”. Simeone mostrou-se resignado e evitou entrar em polêmicas arbitrais.
- Manolo González“É um ponto importante diante de uma equipe que briga pela Liga. O gol deles vem de uma falta clara, Sorloth derriba Kumbulla, mas já estamos acostumados a essas decisões. Os meus jogadores deram tudo, e estou orgulhoso”. González deixou entrever sua frustração com a arbitragem.
- Jan Oblak: “Se escapam dois pontos importantes. Não sei por que não estamos ganhando, é um momento difícil. Agora temos a Copa, temos de nos juntar e fazer melhor contra o Barcelona”.
- Javi Puado“É um bom ponto, o Atlético é uma equipe muito forte. Estamos por trás de um gol que não deveria subir, mas continuamos lutando e o penalti nos deu o empate. Queremos seguir assim”.
- César Azpilicueta“Contento pelo gol, mas vamos com um sabor amargo. Tivemos o partido controlado, mas o penalti nos magoou. Há que continuar brigando, ainda fica Liga”.
- Fran Garagarza: “Otra vez decisões arbitrals que nos prejudicam. A falta no gol do Atlético é evidente, mas parece que o Espanyol não é respeitado. Isso tem que mudar”.
Opinião dos Diários Desportivos Mundiales
A imprensa internacional e nacional destacou o empate como um golpe para as aspirações do Atlético em LaLiga, enquanto o Espanyol foi elogiado pela sua resistência.
- Espanha:
- Marca“O Atlético não pode com o Espanyol e fica a seis pontos do Barcelona. Um penalti de Lenglet e um gol polêmico de Azpilicueta marcaram um partido plano dos colchoneros”.
- AS: “Empate com polêmica em Cornellá. O gol de Azpilicueta, precedido de uma falta não apontada, e o penalti a favor do Espanyol deixaram um partido igualado mas com queixas arbitrals”.
- Mundo Desportivo: “O Espanyol trava o Atlético, que diz adeus às suas opções de título. Azpilicueta marcou um golaço, mas o penalti de Puado fez justiça”.
- Sport“O Atlético afasta-se da luta pela LaLiga depois de empate com um Espanyol corajoso. A polêmica arbitral, com um gol mal validado, voltou a ser protagonista”.
- Internacional:
- L’Équipe (França): “Griezmann e Sorloth não brilharam, e o Atlético deixou dois pontos chave em Cornellá. O Espanyol, com um grande Puado, aproveitou um penalti para empate”.
- The Guardian (Reino Unido)“Um empate que sabe a derrota para o Atlético. A polêmica no gol de Azpilicueta e a falta de ideias ofensivas condenaram os de Simeone”.
- ESPN (Global): “O Atlético de Madrid afasta-se do topo depois de um empate vibrante. As decisões arbitrals, como o gol de Azpilicueta, geraram controvérsia”.
- Olé: “Julián Álvarez entrou, mas não conseguiu mudar o partido. O Atlético empató e se despede da LaLiga. O Espanyol mostrou caráter”.
Análise Extendido
O partido foi um reflexo dos momentos contrastantes que atravessam ambas as equipes. O Atlético teve o controle do balão e gerou mais oportunidades, mas sua falta de puntaria e alguns erros em defesa, como o penalti cometido por Lenglet, lhes passaram fatura. Por outro lado, o Espanyol mostrou uma notável evolução sob a direção de Manolo González, que implementou uma estratégia clara: pressão alta, transições rápidas e uma defesa sólida. A entrada de Cheddira e Aguado deu ao time perico mais controle e profundidade, enquanto as mudanças feitas pelo Atlético não conseguiram alterar o rumo do partido.
As decisões arbitrais, especialmente o gol de Azpilicueta, avivaram o descontentamento do Espanyol, que leva semanas protestando por decisões em seu contra. O empate deixou o Atlético a seis pontos do Barcelona e a três do Real Madrid, com um partido mais, o que complica sua luta pelo título. Para o Espanyol, somar este ponto é um avanço em seu objetivo de permanência, demonstrando que podem competir com os grandes.
Em suma, o Atlético precisa reagir de imediato para não ficar atrasado na LaLiga, enquanto o Espanyol continua crescendo como equipe e ganhando confiança em sua luta por se manter em Primeira Divisão. As decisões arbitrais, mais uma vez, desempenharam um papel crucial no resultado final.